São Paulo — Subiu para seis o número de pessoas com sinais de intoxicação após uma aula de natação realizada no último sábado (7) na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, Zona Leste da capital paulista. O caso ganhou contornos ainda mais graves após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, horas depois de passar mal.

A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que investiga as circunstâncias do ocorrido.

Professora morreu horas após passar mal

Juliana saiu da aula sentindo-se mal e foi encaminhada ao Hospital Santa Helena, em Santo André, onde morreu no mesmo dia. A principal linha de investigação aponta para possível intoxicação provocada por produtos químicos utilizados na limpeza da piscina.

Outras cinco pessoas também precisaram de atendimento médico. Entre elas estão:

Manipulação de produtos químicos é investigada

Testemunhas relataram à polícia que um homem foi visto manuseando um balde com produtos químicos ao lado da piscina enquanto alunos ainda estavam na água. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado o momento.

Segundo as investigações preliminares, a mistura teria sido preparada para tratar a água, que estava turva, e deixada próxima à piscina até o fim da aula. Como o ambiente é fechado e tem pouca ventilação, há suspeita de que vapores tóxicos possam ter sido inalados pelos frequentadores.

Especialistas alertam que a combinação inadequada de produtos como cloro e substâncias ácidas pode liberar gases tóxicos, capazes de provocar desde irritações respiratórias até quadros graves de insuficiência pulmonar.

Academia foi interditada

A Vigilância Sanitária e a Subprefeitura da Vila Prudente interditaram e lacraram o estabelecimento. De acordo com as autoridades, a academia:

A Polícia Civil investiga possíveis crimes relacionados a homicídio culposo e lesão corporal, além de apurar responsabilidades administrativas.

Reclamações anteriores

Mães de ex-alunos afirmam que já haviam notado problemas no local desde abril de 2024. Relatos indicam cheiro forte de produtos químicos durante as aulas e casos de crianças com irritação respiratória.

Uma mãe relatou que o maiô da filha chegou a desbotar completamente após uma aula e descreveu o odor como “insuportável” e “ácido”. Outra criança teria desenvolvido crises de tosse e bronquiolite, levando à interrupção das atividades na academia.

Investigação segue em andamento

A polícia deve ouvir funcionários, responsáveis pela academia e testemunhas nos próximos dias. Amostras da água e dos produtos químicos foram recolhidas para análise pericial.

O caso reacende o debate sobre fiscalização sanitária e segurança no manuseio de substâncias químicas em ambientes fechados.

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